Resenha do filme Laranja Mecânica (A Clockwork Orange), de Stanley Kubrick
Laranja Mecânica é
um filme de Stanley Kubrick, lançado em 1971 e baseado no livro de
Anthony Burgess. É uma obra original, extravagante e bastante crítica.
Recebeu alguns prêmios como, Melhor Filme e Melhor Direção pela Associação dos Críticos de Cinema de Nova York e recebeu quatro indicações ao Oscar, entre elas, Melhor Filme.
Alex
(Malcolm McDowell) é o líder de uma gangue de jovens. Suas atividades
são roubar, espancar, estuprar, entre outras. Em uma das ações da gangue
o líder, Alex, é pego pela polícia. Na cadeia ele descobre que há um
novo método, ainda em teste, para eliminar intenções criminosas e
sentimentos ruins de pessoas que estão na prisão por diversos motivos.
Alex se candidata a ser cobaia desta nova experiência e, assim, começa
sua jornada psicológica.
Após ser exposto a cenas de violência,
com os olhos abertos por um equipamento e um médico colocando remédio
em seus olhos, durante horas e dias seguidos, ele foi solto às ruas com o
seguinte diagnóstico: curado. Mas apesar de sair notícias nos jornais
sobre sua cura, ele percebeu que a sociedade não estava pronta para
receber um assassino curado de volta às ruas.
A principal questão do filme é: A sociedade é capaz de perdoar criminosos e aceitá-los de volta ao convívio?
Ao repreender um assassino, que cumpriu sua pena e foi diagnosticado
como uma pessoa curada, da mesma forma que este criminoso repreendia
suas vítimas, não estaremos nos tornando o mesmo que o ex-prisioneiro
foi um dia? Se o governo criar uma forma de reeducar assassinos,
estupradores, bandidos, ou seja, criminosos em geral, que realmente
funcione, seríamos capazes de aceitá-los de volta?
Enfim,
é um filme brilhante que vale a pena assistir e refletir sobre os temas
abordados. Sem falar que a atuação de Malcolm McDowell é perfeita. 
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